Skip to content

Os 7 Pecados Mortais das Perguntas das Mulheres

Novembro 19, 2011

7 Perguntas inocentes? !

As mulheres podem não se aperceber, mas, por vezes, fazem um conjunto de perguntas que só não provocam enfartes mais amiúde, porque, afinal, o coração do homem ainda é robusto – ou não fosse ele um órgão musculoso, e músculos é mesmo coisa de gajo.

A seguir – e porque estou pronto a abrir o rosário dos meus tormentos – passo a apresentar as 7 perguntas que eu considero mortais, e que me põe à beira de um ataque de nervos, qual prisioneiro com pena capital antes da sua execução, bem como as soluções mestras para as dirimir. Trata-se de um verdadeiro manual de sobrevivência, meus caros, a ter sempre ao lado.

1 – Não notas nada em mim?

ZZ111C5302

Penso que será a pergunta mais típica das mulheres, e costuma surgir em 2 tipo de cenários:

1º – Chegam ao pé de nós, normalmente radiantes, dão uma volta discreta, fazem alguns gestos estudados – que normalmente nos levam a pensar, não sei o que lhe deu, hoje está assim um bocado pró esquisita – e depois atacam com a referida pergunta;

2º – Depois de já terem mexido em não sei quantas coisas, depois de já terem puxado alguns assuntos – e nós nada, mudos como um camelo -, amuadas atiram a dita a interrogação qual, rajada de metralhadora.

Após a questão ter despencado sobre mim, a minha reacção é logo de alarme: onde é que falhei, o que é que me escapou?

Estava eu tão bem descansado na minha santa ignorância e, de repente, vejo-me naqueles velhos passatempos de descobrir as 7 diferenças. Em segundos, fixo-a seriamente e tento ir buscar uma imagem passada e depois descortinar o que está de diferente em relação à actual, àquela que está ali à minha frente, estática, gélida e quase a explodir o rastilho do: ninguém me liga, sou um monte de palha, vocês homens são todos iguais, nunca enxergam nada além das comichões abaixo da cintura. Tudo isto numa luta contra o tempo, não posso demorar mais de 30 segundos, 31 e já temos amuo. Normalmente não chego lá – para mim, está igualzinha à do dia anterior e de anteontem, mais longe na memória não vou porque já se me varreu tudo – e eis que faço uma fuga para a frente:

– Sabes que, apesar de estares diferente, para mim és sempre igual; mas fica-te bem

E fico à espera que venham pistas – tipo: é gira a cor do cabelo, não é?; andava a namorar este relógio há tanto tempo; passei na montra e vi que os sapatos eram a minha cara – para eu depois contra-atacar. Claro, que a maioria das vezes a pista não vem. Aí, antes que ela vire costas e comece a ouvir portas a produzirem sons um pouco mais estereofónicos, atiro o palpite que funciona quase sempre:

– Sim, esse penteado fica-te muito melhor.

Posso dizer-vos, do alto do meu rigor científico, que funciona 90% das vezes. Assim, homens, já sabem, ataquem sempre no penteado que a coisa não deve andar muito longe disso.

Bom, a situação pode piorar se elas fizerem uma outra pergunta:

– Estive hesitante, gostas mais do tom asa de corvo ou violino?

Morte do artista, pois nós, além de desconhecermos que os tons do cabelo poderiam sair do vocabulário de um romance gótico, nunca iremos saber qual é que foi a sua verdadeira opção, e a probabilidade de dar um palpite errado torna-se maior do que a de fazer frio no natal, pelo que a resposta mais segura será:

– Os 2 querida, em ti qualquer um seria bom, mas esse é, sem dúvida, o melhor.

Esta pergunta do “Não notas nada” pode ter ainda uma outra variante:

– Não estou mais magra?

Bom, neste caso a resposta é – sem hesitações – sempre sim, sim, sim, ainda que se veja uma evolução pragmática das curvas debaixo da roupa. Transmitir uma ideia de gorda a uma mulher tem consequências mais graves do que uma passagem da família Bush na Casa Branca: nunca mais ninguém tem sossego e, por dá cá aquela palha, está lançada uma guerra.

Assim, meus caros, não só há que ser determinante na resposta, como nunca, mas nunca mesmo, criar qualquer elemento na conversa – essa blusa encolheu?, não comes mais, estou a ver que estás de dieta, andas muito gulosa – que possa originar a pergunta fatal sobre o peso em versão meteorito: estou mais gorda?

2 – Ouviste o que eu te disse?

2105332727_52ea499da1

Ainda estamos a remoer na cabeça toda uma série de planos e relatórios de trabalho e elas, sem avisar, zás, atravessam-se com uma conversa com mais voltas do que um novelo de tricotar da avozinha. Nem temos tempo de respirar; elas falam, falam, falam, e nós – piloto automático -, hum hum, hum hum!. Claro que a coisa vai estorricar no momento em que, no meio do dilúvio das palavras que nos estão a cair em cima, surge uma simples questão intercalar – tipo, o que achas que devo fazer? – e nós hum hum! O forno da paciência acelera até aos 200o e salta a campainha, para não dizer a tampa, da tal pergunta mortal, já num tom bem afiado. Normalmente tento safar-me com:

– Ouvi, mas não percebi muito bem.

Ok, umas vezes funciona, mas outras há em que tudo se azeda ainda mais, e sai uma nova pergunta, num tom a ferver de cáustico (percebe-se este tom pelo ranger de alguma coisa, dentes, tampo da mesa, sapato no chão, etc):

– O que é não percebeste? Qual é parte do “a parede está suja, podes comprar a tinta amanhã?” que tenho de explicar por desenhos?

Antes de elucidar sobre a eventual solução, uns breves considerandos históricos. Durante anos, esta problemática das conversas compulsivas causou-me graves danos; foi motivo para muita discussão desnecessária. Só mais tarde, ao ler um livro daqueles que no dissecam a vidinha toda – como se todas as nossas vivências e emoções fossem reduzidas a uma simples rã em laboratório da aula de biologia -, é que percebi: afinal, parece que tudo é uma questão de hemisférios cerebrais, o nosso, o do homem, ao que parece, tem a zona de comando responsável pela fala mais acanhada – saiu-nos um T0 enquanto elas ficaram um T5 duplex -, deve ser para compensar outras coisas que nos cresceram demais, digo eu. Eu bem sabia que isto de eu precisar de momentos mudos, como se tivesse feito um voto de silêncio num qualquer retiro beneditino, e de elas precisarem de despejar palavras, como se vivessem eternamente num concurso de Karaoke, tinha muita ciência por detrás. Ufa!, não nasci com nenhum defeito, tudo se resume ao facto das mulheres terem uma necessidade nata de falar e os homens uma outra de ficarem calados; o que faz sentido, se um fala, o outro baixa as orelhas, daí a harmonia do universo.

Bom, é evidente que há excepções, pois não faltam homens que falam pelos cotovelos; não quero com isto insinuar sobre a sua masculinidade, não, apenas quero referir que os seus lóbulos faladores sofreram doping qualquer no momento da criação. Por exemplo, no meu rigor científico, afirmo que os italianos são um caso especial, pois têm um córtex igual ao das mulheres: eles ficarem calados é coisa rara. Qualquer pessoa que se passeia por uma viela de Roma assiste a um comício no mercado do peixe em voz grossa. Prego?

Digo mais, esta característica córtexiana das mulheres, em falar e falar, permite-me concluir – uma outra coisa: Deus é homem. Se fosse mulher, teria lá Ele aguentado toda esta eternidade em silêncio.

Voltando à génese do problema – elas falarem e nós a não ouvir –, e como não sabia que os doutores já tinham estudado o assunto – afinal, eu não tinha nenhum tipo de atraso mental -, fui desenvolvendo algumas técnicas de sobrevivência que aconselho:

Primeira regra, façam um esforço e escutem algumas palavras finais ou pelo meio;

Evitem os hum hum, substituam-nos pelas palavras que ouviram e construam frases simples de concordância, como “realmente é chato”, “é, ela nunca foi grande coisa” , “tens razão” ou mesmo “já tinha pensado nisso”;

Assim, quando ela faz a tal pergunta simples da conversa, a primeira, a que origina depois a mortal, volte atrás, ensaie umas coisas à volta das tais palavras que ouviu soltas, enrole um pouco a conversa e depois diga: desculpa, perguntavas o quê? Funciona sempre, como já se meteu conversa pelo meio, ela terá todo o gosto em recapitular a questão, pois tem mais tempo para estender a sua oratória.

3 – Que idade me dás?

barbara_stanwyck

Outra pergunta aterradora, pois mesmo que se tenha a sorte de acertar na idade, ela vai ficar chateada porque nós não lhe tirámos nenhuns pozinhos. Aviso à navegação: ninguém quer ouvir a idade verdadeira; toda a gente tem um BI bem esclarecedor. Assim, qualquer resposta que possa ser dada vai entalar-nos, com toda a certeza.

Na hipótese de darmos a mais, nem é preciso explicar, já se está mesmo a ver a tragédia que criámos. De imediato – e já com um corte severo nas nossas relações -, por certo, vai sair dali mais chateada que um peru em véspera de consoada, entrar na primeira loja de roupa juvenil e tentar comprar o primeiro top XS que lhe aparecer. Só não o compra mesmo porque vai rebentá-lo na cabine de provas; mas umas calças iguais à que ofereceu à sua sobrinha no aniversário, se resistirem, irão na sacola. Depois, uma ida a um cabeleireiro e a uma esteticista não perdem por esperar; radicalidade vai ser o seu nome. O marido e os filhos, quando a virem entrar em casa, só não chamam a polícia, por invasão de estranhos no domicílio, porque a eterna pergunta “Que tal estou?” vai identificá-la. Moral da história: as crianças zarpam logo para não terem que responder, ficando, assim, o pobre do marido em pânico, a consultar a agenda e a desmarcar todos os eventos sociais que tinham em carteira – se ela me aparece neste estado na festa da Nani ainda há alguém vai para ao hospital com o engasgue de um croquete pelo susto da aparição.

Se damos a idade exacta, ficará, ainda assim, um pouco deprimida pelo facto de todos os cremes e pinturas, nos quais andou a gastar uma pipa de massa, não lhe terem surtido efeito: apesar de todo o esforço não tem uma aparência mais jovem. O certo, é que vai entrar na primeira perfumaria e renovar todo stock, mudando de marca, de loja e até de espelho.

Se lhe damos menos idade, tudo bem, mas cuidado, se a redução for exagerada, tipo saldos em época de crise, acha que a estivemos a gozar, que temos pena dela e reage conforme a primeira situação: XS it’s my name. Claro, que se for muito convencida e com a mania que é eternamente jovem, aceitará de bom grado a idade que lhe demos e ainda reforçará mais a convicção de que está ali para as curvas. Provavelmente, irá também a correr comprar outro top XS; só não o rebenta porque – tal a confiança – nem sequer o vai experimentar.

Nestas coisas da idade, eu tenho uma técnica matemática para resolver o problema: olho para as mãos e pescoço e se achar que tem 50, tiro-lhe um 3 anos, que é o que ela deve ter, mas como sei que nunca se deve dizer a idade exacta baixo mais 2 ou 3. Assim, faço sempre uma redução de 5/6 anos. Elas ficam felizes e eu faço um brilharete.

4 – O que achas dela?

marlene_dietrich.3

Esta pergunta surge quando antes já houve uma apreciação não muita boa, ou se boa, pelo menos irónica, sobre uma outra figura do sexo feminino, normalmente num restaurante ou num intervalo de um espectáculo. Assim, e tendo em conta que:

– já criticaram a sai curtíssima da jovem que passou,

– já fizeram o retrato à exuberância da loura da mesa do lado,

– já disseram bem, do tipo, para idade está muito boa, cuida-se muito bem, tem um vestido lindíssimo, também pudera, nunca fez nenhum!.

surge a grande questão. Também aqui, qualquer que seja a resposta a coisa tem probabilidades fortíssimas de nunca correr bem.

Quando a apreciação sobre o outro espécime feminino for negativa – credo, isto lá figura para a idade dela -, se a confirmamos ela faz logo um encolher de ombros, como quem diz: – Tanga, ia lá uma homem não apreciar aquilo, não precisas de mentir que eu não sou burra. Se não a confirmamos – ah não, ela até está muito bem -, então o caldo entorna de vez : – Vocês homens são todos iguais, basta ver uma mula de saias e já está tudo bem, só vêem carne, é aflitivo, há um talhante escondido em cada um de vós. O melhor mesmo é dar uma resposta seca – é! –, deixar cair o guardanapo no chão e chamar o empregado para o substituir, com um pouco de sorte o assunto morre.

Quando a apreciação for positiva – realmente a fulana está muito bonita -, nunca se pode confirmar; dizer que sim senhor, que a loura é realmente uma bomba, ainda que as palavras dela tenham sido essas, será a morte do artista, vai sentir-se diminuída e acha que está ali a mais. Temos que dar a volta ao assunto; mas como? Dizer que a tal mulher em causa está mal, que não é nada de especial, fazemos figura de tansos e ela nunca irá acreditar, pior, irá ficar com bicho no sótão se não conheceremos a tal loura de outros carnavais e agora estamos a disfarçar; dizer que sim, que ela está muito boa, é – como já disse – arrasar com a nossa companhia feminina e contarmos imediatamente com o rosto mais carrancudo durante uns tempos, já para não falar das piadinhas – ai era boa, olha vai pedir a ela que te ature. O melhor é dizer que sim, que não está mal, mas procurar logo algum defeito na outra, tipo: sim, mas se não fossem as plásticas; ou então, tira-lhe aquela produção toda e vais ver como fica, não te chega aos calcanhares.

5 – O que gostas mais, deste verde seco ou de verde pinho?

marlen

Outra pergunta que, durante anos, me fez pensar que seria  um daltónico compulsivo.

Em determinados momentos, lá vinha a blusa de seda num tom bege fechado, a saia bege caqui, a tinta para o quarto do miúdo azul primaveril ou celestial, para não falar do tal cabelo asa de corvo. Um tormento. Eu só via beje, azul e preto, nada mais; imaginava lá eu que as cores pudessem ter um léxico de adjectivação maior do que o dicionário da Porto-Editora.

Foi preciso ler o tal livro para saber que afinal os homens vêem um número reduzido de cores (máximo 256) porque apenas temos um cromossoma X, que é o responsável pela percepção das cores. As mulheres como têm XX, logo 2, não se contentam só em duplicar, como ainda aumentam exponencialmente as combinações, atirando-se para ordem dos milhares ou dos milhões, já nem sei. Ou seja, nós andamos a ver o mundo de uma forma desbotada, e elas enxergam-no como se tivessem continuamente uma trip de LSD.

Por amor de deus, alguém me consegue explicar a diferença entre branco nenúfar e um branco miosótis? É branco, nada mais.

Nesta, infelizmente, não tenho nenhum esquema para nos safarmos. Quando nos perguntarem sobre a escolha de um tom, que mais parece saído de uma adjectivação do Paulo Coelho, é mesmo fazer um dó li tá, quem está livre, livre está, e zás, fé em Deus, escolher qualquer um. Assim, como assim, a nossa opinião não irá valer nada porque somos uns ceguetas sem sensibilidade nenhuma, e a nossa paleta de cores esgota-se nas camisolas dos clubes de futebol.

6 – Eu não te disse?!

20389844

Sempre que tomamos a opção errada – seja ela na escolha de uma direcção ou na compra da nova TV – esta pergunta sarcástica é da praxe. Ok, é certo que, muitas vezes, elas até atiraram para o ar uns palpites, mas só isso; nunca uma resposta objectiva, tipo, faz isto ou aquilo. Assim, depois de termos tomado uma decisão solitária, e de ouvirmos a sacral questão – eu não te disse? -, somos ainda acusados de não termos seguido os conselhos delas.

Quais Conselhos?

A situação mais exemplificativa é das viagens e os célebres cruzamentos, os tais que têm a boa sinalética portuguesa, em que nunca sabemos para que lado virar, nos tempos sem gerigonças electrónicas de localização, vulgo GPS. À boa maneira masculina, nunca perguntamos nada a ninguém – homem que é homem não anda feito mariquinhas logo na primeira esquina a perguntar, ouça lá podia dizer-me onde fica? -, logo somos, muitas vezes, confrontados com um cruzamento, agora uma lindíssima rotunda, em que, entre a buzinadela do parceiro colado a nós e os berros da criançada no assento detrás, temos rapidamente que decidir: por ali ou por aqui.

Claro que passados uns metros, depois da opção, a parceira, ainda com o mapa de pernas para o ar, diz serenamente, não sei se não devias ter ido pelo outro lado. Quando se chega, finalmente, ao falso destino e damos com o nariz na porta, qual é perguntinha, qual é?

– Eu não te disse que era melhor teres ido pelo outro lado?

Não, não disse; apenas deu um palpite depois de termos passado o cabo das tormentas.

Bom, e para quem tem GPS, não pensem já que se vão livrar desta cena, porque na primeira oportunidade em que o aparelho falhar, por não estar actualizado, ou porque baralhou os circuitos, sabem o que vão ouvir?

– Eu não te disse que ias gastar dinheiro desnecessário nessa geringonça?

7 – Gostaste?

Annex

– Não, não gostei. Foi péssimo.

Ou então: – Ah, já tive melhores.

O que aconteceria se um dia nós déssemos essa resposta? Patins e ala que se faz tarde. Então porque teimam em fazer uma pergunta, quando a resposta só pode ser, gostei, foi muito bom?

Para os mais maldosos não pensem que estou apenas a falar num assunto de lençóis; não nos faltam outras ocasiões em que a pergunta também aparece. Quando?

– Quando nos oferecem a gravata ou camisola que elas acharam giríssima e que era a nossa cara. Até podia ser, o problema é que nós fizemos uma plástica naquele dia, e há uma distância abismal entre aquilo que elas pensam que é a nossa cara e a que efectivamente temos.

– Quando nos preparam um prato com todo o carinho – uma receita nova que vi na televisão – e depois aquilo sai para o torto, para não dizer para o azedo. Comemos, sorrimos, quase tão amarelos como o raio do refogado lá com umas ervas zen que vieram do fim do mundo, e abanamos com a cabeça afirmativamente. Sim, porque se ousamos proferir oralmente o verbo, ainda nos sai a comida que andamos ali a enrolar de um lado para o outro, como que anestesiar o estômago.

– Quando nos levam a passear a um local especial, que, por acaso, fica mesmo a caminho duma boa rua de compras. Já nos bastava a seca de termos percorrido 100 metros em 3 horas ainda vamos ter que fingir que foi uma querida.

Assim, voltamos a ter um problema grave no tipo de resposta – se ficar o bicho come, se correr o bicho pega -, ou seja, como dizer a coisa sem nos esparramarmos ao comprido. O melhor é volta às combinações:

– Não gostar e mentir descaradamente – Não dá certo, as mulheres nascem com um aparelho especial para detectar algumas mentiras dos homens e esta é uma delas. Ainda não vem nos manuais de anatomia, porque é um dos grandes mistérios da humanidade, mas qualquer cientista afirma que sim, que elas têm um radar muito avançado para a detecção de mentiras muitos especiais, só que eles ainda não o localizaram para o patentear e fazer umas versões masculinas; cá para mim deve ser uma espécie de glândula pituitária com frequências hertzianas, ou qualquer coisa do género. Assim, se mentir, seja meiguinho nos adjectivos; se puser muito molho numa situação destas, elas vão logo dizer: – eu já sabia, eu já sabia que estavas a fazer o frete, pronto, acabou, daqui já não levas mais.

.

Não gostar e dizer a verdade – Morte do artista. Se for numa situação de cama, a probabilidade de levar um estalo e estar no hall de entrada com as cuecas na mão cresce exponencialmente; ou então, terá uma sessão de choro pela certa. Se for numa outra situação menos libidinosa, uns gestos bruscos, em tirar a prenda das mãos ou o prato da mesa, umas portas a bater com força e uma penúria total de boa disposição, ao nível de uma prisão perpétua, estão garantidos.

Mas aqui entre nós, que elas não nos ouvem (ok, eu sei que elas ouvem e bem, é outro dos radares morfológicos femininos, não sei para que compram aparelhos de fazer escutas telefónicas, qualquer mulher a pouco mais de 50m capta tudo, não só do que alguém disse, mas do que um batalhão inteiro falou; acho que é outra coisa que vem nos livros e no tal cortex, elas podem prestar atenção a milhentas coisas ao mesmo tempo), comer e dizer que não se gosta, não é sinceridade é má educação. Portanto esta hipótese está fora de questão, antes a mentira e a ironia delas por saberem que estamos a mentir, do que a alarvidade da honestidade.

Gostar e dizer a verdade – Quando se gosta é mesmo a melhor e a única situação. Mas atenção, nada de exageros, porque se floreiam muito a coisa volta a dar para o torto, fazem uma birrinha a dizerem que as estamos a gozar, que não as levamos a sério, etc. Claro que uma birrinha na cama tem sempre um final feliz, com o desculpa meu xuxuzinho, o menino fez dódoi, vou dar beijinho, etc e tal.

.

Gostar e mentir – Bom, esta ou vem de algum cavalheiro com poucos princípios, que tem prazer em torrar a paciência aos outros, neste caso às outras, ou então só serve como último recurso para um outro fim. Qual?

Imagine que o tal prato foi uma receita da mãe dela e que o cavalheiro não pode com a velha, perdão, a senhora, então, nesse caso, é melhor deitar abaixo a iguaria, não venha ainda a dita lá para casa fazê-la todos os dias. Sim, porque a seguir a dizer que se gosta muito, vem logo o: – mas mãe ainda faz melhor, qualquer dia convida-a para te fazer esse petisco cá em casa.

Ao contrário das outras, esta não é uma mentira piedosa, mas sim um certificado de qualidade à nossa paz de espírito.

****

E é tudo, folks! O que disse acima, apesar de ser uma certa sátira irónica, não deixa de contemplar e realçar algumas das características da sensibilidade feminina face à bronquice da percepção masculina. Pode parecer que não, mas por detrás disto tudo está um certo elogio ao complexo e misterioso universo feminino (olha eu a limpar-me!!).

Anúncios
No comments yet

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: